"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar"
John Wesley - (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)
“Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1.6,7).
Creio que Timóteo tinha um problema de timidez. “Ninguém despreze a tua mocidade”, Paulo lhe escreveu. Aos coríntios, Paulo recomendou: “Se Timóteo for, vede que esteja sem receio entre vós” (1 Co 16.10). Timóteo era um esplêndido jovem pregador, tinha seriedade e boa formação – mas precisava acender um fogo no seu interior.
Conheço um jovem pregador que me lembra de Timóteo. É um cristão genuíno e promissor, mas falta fogo no seu espírito. Se sua fé e seus conhecimentos tivessem fogo, ele moveria montanhas.
Assim, Paulo aconselha Timóteo a acender a chama sagrada dentro de si. Hoje, muitos não entendem bem a figura a que Paulo se refere, pois não são obrigados a se levantar em madrugadas gélidas e aguardar congelados na frente de uma lareira, enquanto alguém tira as cinzas de cima do carvão que sobrou da noite anterior, acende o fogo e começa a soprar até que as chamas apareçam novamente. Esta é a figura usada neste texto. Há momentos em nossa experiência quando as chamas de Deus estão quase se apagando e precisam ser reavivadas em nossos corações.
Timóteo não foi exortado a reavivar a si mesmo. A chama que devemos reavivar não pertence a nós, mas a Deus. Há muitos Nadabes e Abiús oferecendo fogo estranho hoje em dia (Lv 10.1,2), enquanto outros se cercam de suas próprias labaredas e andam à luz do seu próprio fogo, para tormenta de si mesmos (Is 50.11).